Resenha: Bios - Luiza Salazar

Resenha: Bios - Luiza Salazar

 

Bios se passa num futuro distópico, onde uma grande corporação conhecida por Instituto atinge o êxito de criar vida artificial. Tudo começou com um simples projeto visando fontes para a cura de certas doenças, como o câncer e a AIDS. No entanto, o projeto ganha espaço e passa a visar outros objetivos, incluindo aí também a capacidade de tornar estes organismos artificias cada vez mais complexos. Com o passar do tempo, o número de Bios cresce e o Instituto começa a formar um exército de elite composto pelos mesmos. A partir daí, muitos conflitos surgem na sociedade, não se restringindo apenas a questões religiosas.

  A trama realmente se inicia quando nos é apresentada Liz, uma jovem que de imediato não sabe seu próprio nome, o que faz, e muito menos tem ideia de onde se encontra quando acorda. Tudo o que ela carrega consigo é uma mochila. Sem informação alguma e perdida entre os destroços de uma cidade arruinada e completamente vazia, Liz procura por abrigo para passar a noite.

  Quando finalmente encontra um, ela adormece. Ao acordar percebe que há mais alguém naquele resto de construção: um homem e uma mulher. Liz não entende muito bem a maneira como age: sempre alerta e com incríveis reflexos. E é graças a essas suas habilidades que ela consegue deter o homem e descobrir que ele não é um homem, e sim um rapaz mais ou menos de sua idade, enquanto que a mulher também se revela ser apenas uma menina. E assim Liz conhece Liam e sua irmã mais nova Poppy. Os irmãos, que estavam apenas à procura de provisões, passam a ser a nova companhia de Liz.

  A partir daí, a garota começa a conhecer mais pessoas que se encontram na mesma situação dos irmãos: todos habitantes da Área 2, uma espécie de refúgio ilegal para seres humanos. Com o auxílio de certas pessoas, Liz começa a se reconhecer um pouco mais. A cada noite que dormia, a cada sonho que sonhava, a cada dor de cabeça que sentia... Tudo aos poucos contribui na reconstrução de sua memória.

  Como se não saber quem era a princípio já fosse um grande problema, a cada lembrança que lhe voltava à mente, ela descobre coisas que não gostaria de ter descoberto.

  Essa síntese acima já foi além do necessário. Na verdade, o livro em si deveria ser lido sem qualquer expectativa, já que de qualquer maneira o leitor será surpreendido, quer queira ou não.

  Logo no início, é possível, com toda clareza, descobrir certas coisas antes mesmo da autora revelar. Mas isso não tem a menor importância, já que a medida que você se prende ao livro, fica nítido que a lembrança de Liz é o menor dos problemas a serem solucionados ao longo da trama.

  A obra é muito mais intensa do que parece ser, portanto não se iluda com o tamanho e a quantidade de páginas do livro...Continue Lendo